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Saturday, January 9, 2010

Postais do Tempo - Construção



[All photographs © by M.João: all rights reserved]
Maria Bethânia - Casinha Branca   (Veja Vídeo)

Da vida, principalmente.
Tenta-se que vá fazendo o seu curso caótico, enquanto suscita lembranças.
De preferência boas.
Quem gostaria de ser classificado como um desajeitado ou um rezingão?


Ãh?… nada disso importa? …
Só diz tal coisa quem não atura memórias difíceis.


Conheço quem gostaria de ser recordado como um pequeno Gandi, outros como pequenos Freud, como Madres Teresa, Madames Curie, Padeiras de Aljubarrota.
Outros prefeririam ter sido Mata Hari, Callas, Picasso, Mozart ou Baudelaire.
Mas há quem apenas deseje deixar um rasto de Zé Ninguém.


Construção por construção, escolheria deixá-la em dois passarinhos enfeitando o pátio de uma “Casinha branca”.


Maria João


Thursday, December 31, 2009

Postais do Tempo - Éter



[All photographs © by M.João e A.C.: all rights reserved]
Jeff Buckley - Hallelujah  (Veja Vídeo)

Que gritos são estes? Que fazemos aqui?
Delicados ou agressivos, a que vimos quando entramos neste vazio?
Blogosfera, mundo virtual, éter, chamam-lhe alguns.
Brados de “Aleluia”, diria eu.


Os blogues são a coisa menos delicada que conheço.
Ainda que íntimos, podem revelar uma perenidade brutal.
Da pobreza mais envergonhada, à mais abjecta prosápia,
da catarse mais poética, à mais descarada jactância,
são tudo o que um texto ilustrado sabe fazer.
Num colorido menos puro do que o verde cósmico,
constroem exercícios espirituais, críticas e ironias,
gerando ondas gravitacionais à escala humana.


Como todos sabem, delicados, mesmo, são os Dim Sum,
uma poeira de estrelas tão inofensiva, na sua cozedura a vapor.
Com votos de bom 2010, eis um postal menos aprimorado do que eles.
Na imagem há restos de gomas nos dentes, mas vamos já lavá-los.


Maria João


Monday, December 21, 2009

Postais do Tempo - Delicadezas

Dim Sum e Hallaca
[All photographs © by M.João : all rights reserved]
Pink Martini - Kikuchiyo To Mohshimasu  (Veja Vídeo)

O Dim Sum é a coisa mais delicada que conheço.
Coisa-refeição, não coisa-gente ou pedaço de gente, nem coisa-pensamento, nem coisa-intenção. Nada dessas delicadezas cognoscíveis e transcendentais.
Quando me deleito a sonhar com delicadezas - para combater a crise - vem-me logo à ideia o Dim Sum. Outras vezes, tu, o mar e os pinhais vêm primeiro.


São pequenos bolos salgados ou agridoces - cozidos no vapor, ou fritos - envolvidos em massa fina de pão, recheados de peixe, marisco, carne, ou legumes.
Onde me foram apresentados, serviam-se com chá, num pequeno almoço tardio.
E eram, durante todo o ano, a festa do encontro. Transportavam-se a fumegar, dentro de recipientes de bambu, numa aura informal de comemoração. Aquela que construímos com amigos e que experimentei com a saudosa Miss Aura, que mos deu a provar no Oriente.


Por falar em delicadezas, acompanhei recentemente, durante 48 horas emocionantes, uma refeição mais elaborada, confeccionada por amigas venezuelanas: a Hallaca.
Quem queira saber melhor do que se trata, poderá pesquisar na net. Para encurtar, diria que é a antítese duma refeição de crise e serve-se no Natal. Leva muitas carnes, muitos recheios latino-americanos e europeus e demora um ror de tempo a cozinhar.


São delicadezas assim que curam lamentos destes: “Kikuchiyo To Mohshimasu… Furueteta... furueteta… Itsuka sahishiku, itsuka sabishiku… Nureteita....nureteita” (Her name was Kikuchiyo… Why this sadness... why this sadness?… And then, the blush in her tender cheeks…Turned to tears… lonely tears)


Maria João


Wednesday, December 16, 2009

Postais do Tempo - Tédio

Sintra - Portugal
[All photographs © by M.João : all rights reserved]
Nigel Kennedy - Winter  (Veja Vídeo)

Dizem que há mais tédio no Inverno, a partir do solstício. Discordo.
Se é neste tempo que se espreitam, pela transparência das ramadas, os mais longínquos lugares e os mais recônditos ninhos de humanos, haverá tédio nisto?


Aceito que seja diferente de vogar deleitadamente ao Sol, no pino do Verão.
Mas não sei se trocaria isso pelo tédio do Inverno.
Tão íntimo e privado, tão intransmissível.
Gosto dele, desta distensão fresca e moderada.
Desta hibernação.
Vivaldi decerto concordaria.


Maria João


Monday, December 7, 2009

Postais do Tempo - Clima

Portugal
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Dulces Pontes - Canção do Mar  (Veja Vídeo)

Dizem e mostram os media que ‘Stop Climate Chaos’ “é o slogan de milhares de activistas nas cidades europeias para pressionar os líderes mundiais a alcançarem um acordo climático global na cimeira da ONU sobre as alterações climáticas”, que começa hoje em Copenhaga, onde será discutido o sucessor do protocolo de Quioto.


Por cá, tudo em sossego.


Na capital, vemos o habitual distanciamento destas coisas, tão impertinentes e barulhentas.
A Serra da Estrela já tem neve, no norte e centro do país ocorrem umas cheiazitas, no litoral alentejano pesca-se e no Algarve faz-se praia.


Que mais pedir à natureza?
Que deveríamos temer, afinal?


Maria João


Monday, November 30, 2009

Postais do Tempo - Saúde

Várzea de Colares e Banzão - Sintra
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Adriana Calcanhoto - Esquadros  (Veja Vídeo)

O cúmulo do azar seria estes plátanos finarem-se. Ou, apenas, adoecerem.
Já ouvi dizer que andavam engripados, envelhecidos e com artroses.
Já os podaram tanto, que receiam ficar cancerosos.
Já os regaram com gasolina e quase os queimaram.
Mas lá têm continuado a resistir aos danos.


Na Primavera, saem estremunhados da hibernação e espreguiçam-se, verdejantes.
No Verão, frondosos, ensombram o ondular dos gansos e o balouçar das crianças.
No Outono, aturdidos e azamboados, deliram com a fumaça das queimadas.
No Inverno, divertidos, os ramos nus rabiscam arabescos natalícios no céu.


Como se usassem ‘Esquadros’, são o cenário da festa na várzea.
A ribeira e a adega matam-lhes a sede e alimentam-nos.
O cúmulo da sorte será continuar a haver saúde desta.


Maria João


Tuesday, November 24, 2009

Postais do Tempo - Casa

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Caetano Veloso - Oração ao Tempo  (Veja Vídeo)
As manhãs de qualquer criatura despertam o avatar,
mestre em vigílias longas, prestes a entrar na fervura.
Pelas portas, a casa mira os fractais na costa,
no vapor saindo dos tachos, na poeira dos corredores
e nos padrões que perseguem os espelhos.


A “Oração ao Tempo” dispara no youtube.

Tempos soltos da música contagiam a estante hirta,
as estrias de corpos suados e o cómico amor dos mangás.
Vibram na passadeira, no puxador que guarda segredos,
nos talheres desalinhados, no teclado que adivinha o texto
e nas flores que não vão murchar.


Maria João

Monday, November 16, 2009

Postais do Sonho - Espíritos

Eixo N-S, Monsanto e Zoo - Lisboa
[All photographs © by M.João : all rights reserved]
Gluck - Danza degli Spiriti  (Veja Vídeo)

A “Dança dos espíritos” ecoa no eixo Norte-Sul
Vela pelo sono dos animais do Zoo


Harpas e violinos ninam possantes hipopótamos
O ronronar dos motores embala leões a adormecer
Ursos e girafas tombam enroscados em crocodilos
Ninguém buzina para não sobressaltar os elefantes


Os olhos da pantera vigiam no escuro
Tamanho sossego inquieta-a


A flauta tenta hipnotizá-la


Maria João


Monday, November 9, 2009

Postais do Sonho - 2 Tempos

Berlim, 1989 - 1996
[All photographs © by M.João : all rights reserved]
Nina Hagen - Seemann   (Veja Vídeo)

Houve um tempo de ódio e revolta.
De espera, mais do que de esperança.
De alerta, mais do que de resignação.


Parou o tempo estupefacto,
rebentou todas as comportas,
atravessou o muro de vagas.


Há um tempo de energia e reconstrução.
De espectáculo, mais do que de êxito.
De reflexão mais do que de viagem.


Maria João


Tuesday, November 3, 2009

Postais do Sonho - Tolerância






















Alcobaça e Museu do Cerro da Vila - Portugal
[All photographs © by M.João : all rights reserved]
Eva Cassidy - Somewhere Over the Rainbow  (Veja Vídeo)







Ontem e hoje vive-se numa combinação doentia, a dos Santos com os Finados.
Mete até feriado e tolerância, num tipo de condescendência permissiva que nos orienta para a inevitabilidade do fim.


Será acaso ou necessidade esta vida que nos força à desmobilização final?


O alegado livre arbítrio, que nos dizem possuirmos, fica reduzido a ossos e sentimo-nos aprisionados entre paredes de claustros sombrios numa meditação forçada, enquanto as células se esgotam, quais aves agoirentas. Ou serão arcanjos?


Oferecem-se molhos de flores aos que já cá não estão e um mundo semelhante de virtualidades é-nos sugerido na net, nos símbolos hibernantes do inverno.


Antes das comemorações que se preparam para o renascimento da natureza, convém amachucar um pouco o topete desta gente. Pô-los em ordem. Humilhá-los bastante, se possível. Acho que foi assim que tudo começou, há séculos.


A malta festejava por tudo e por nada, embriagava-se nas vindimas, explorava as tentações da carne e… Pimba ! Dia de todos os Santos e, logo a seguir, dia de Finados que é para aprenderem.


Maria João


Tuesday, October 20, 2009

Postais do Sonho - Fartura

































Buenos Aires
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Gotan Project - Una Musica Brutal







Bah… há qualquer coisa de abusado neste passeio de cães. Não que esta matilha seja estranha à fauna citadina das duas Américas. Mas a mim, que habito uma imitação de urbe europeia, tantos mimos e cuidados com os bichanos parecem-me um desperdício.


Quando me deparo com esta fartura em Buenos Aires, vem-me à ideia a escassez de que ali se queixam nas manifestações, os agricultores e outros que tais.


Bem, talvez entenda aquele excesso, se considerar que é mais um devaneio urbano, que combina com a jovialidade das mulheres nos bares,, com o barroquismo decorativo dos hotéis,,, com o espavento das borracheiras.


Mau,,,, já não combina tanto com os vendedores nas avenidas centrais.
Mas isso é outra “Música Brutal”.


Maria João


Tuesday, October 13, 2009

Postais do Sonho - Luta
























Anuta, Pacífico Sul - Fotos captadas na TV
[All photographs © by M.João : all rights reserved]
Mike Oldfield & Anuta Tribe - Song for Survival  (Veja Vídeo)







Não encontro notícias sobre Anuta, a mais remota ilha da Terra.
A sua tribo terá sobrevivido ao último desastre natural?
Saindo desse diminuto território vulcânico para pescar, os homens costumam matar à paulada, ou dar uma rápida dentada na cabeça de peixes que arrumam, mortos, em graciosas sacolas feitas de folhas de palma entrelaçadas.
Gestos cheios de precisão e ternura, próprios dum povo que habita lugares cativos de tufões, sismos e tsunamis, onde o mar, os ukulele e as vozes das mulheres que cozem mandioca, se ouvem vinte e quatro horas por dia, tanto dentro, como fora dos seus limites.
Tenho curiosidade em entender mais destas criaturas, tão sonhadoras, pacientes e frugais.
Mas será que saberia, quereria e poderia acompanhar a sua luta?


Maria João


Monday, October 5, 2009

Postais do Sonho - Encomenda
























[All photographs © by M.João : all rights reserved]
Dulce Pontes - Mãe Preta (Veja Vídeo)







As cores da república e da monarquia sugerem ambiências distintas.
Os vermelhos e os verdes são de uma crueza primária - dizem ao que vêm sem contemplações e com uma determinação vibrante.
Já nos azuis clarinhos e nos brancos, quanta divagação, quanta quinta essência.


O escudo que as duas bandeiras ostentam, vem para dignificar a coisa.
A coisa identitária, entenda-se, a que se mantém desde a fundação da nacionalidade.
O minimalismo actual das artes não aconselharia um escudo. Haveria apenas um papagaio de cores, ou mesmo uma mancha negra, com um logótipo abstracto. Talvez pirata.


Que falta de patriotismo, pensarão alguns disto.
Dirão que a soberania é para ser cultivada com atenção aos detalhes.
Mesmo na maqueta de uma casa portuguesa não convém que se usem mansardas afrancesadas, nem confusões de estilo.
E, na transição, terá sido assim com a bandeira:
Atenção! Que a esfera e o escudo com as quinas apareçam bem definidos!


Este foi, certamente, um dos motes da encomenda.
O resto foram revoluções com poucos tiros, mas alguns deles danados.


Maria João


Monday, September 28, 2009

Postais do Sonho - Caprichos




























Macau e Luanda
[All photographs © by M.João : all rights reserved]
Aerosmith - Livin' on the edge







Pérolas, ouros, jades. Linhos, pratas, algodões.
Luxos das arábias, asiáticos, do catano.
“Livin' on the edge”, olhamo-los com desprezo.
Com agrado, miramo-los de soslaio,
procurando um lampejo, um colorido,
um afago ao raciocínio.


Uns drops, uns balangandãs,
a carruagem da Cinderela,
o último modelo disto e daquilo,
o último alguidar verde,
o último comprimido,
o último gole de água.


Caprichos.

Maria João


Monday, September 21, 2009

Postais do Sonho - Existência























Lago Nakuru, Quénia
[All photographs © by M.V.N.: all rights reserved]
Ayub Ogada - Kothiboro!







Horizontes de flamingos e pelicanos
saciam-se num líquido de algas


Rinocerontes pastam


Nada a desejar nada a sonhar


Do céu chove a existência
sobre o Lago Nakuru

Maria João


Monday, September 14, 2009

Postais do Sonho - PERIGO * DANGER































Costa portuguesa
[All photographs © by M. João: all rights reserved]
Moby – Go (Veja Vídeo)







Um céu e um mar imensos desafiam a terra.
No corpo, o prazer de descobrir a beleza das coisas (*).
Para lá do muro de onde saltam asas-delta, cravaram o aviso.


Desde que me lembro das arribas - no Cretácico Superior – desprendem-se blocos delas.
Isto praí há uns 100 milhões de anos, quando o nível dos oceanos era superior ao actual e os dinossauros se entretinham a chapinhar no mar, ou se afogavam sem saber nadar.
Aliás, hoje como dantes, todas elas se desmoronam, atarantadas pelo embate das ondas, ou quando são convulsionadas pelos ciclos da Lua, pela inclinação do eixo de rotação da Terra e pelo regime caótico do clima.


Mas aqui, nesta parcela de costa, acautele-se todo aquele a quem a crise ainda não obrigou a atirar-se das rochas. Não vá acontecer encostar-se ao belo varandim de pedra e ZÁS! nesse preciso momento, o Universo escolher o momento para o fulminar.
Que fazer, então, para não ter pesadelos com as ameaças desta zona?
Não ir lá? Passar ao largo na estrada? Caminhar com muito cuidadinho para a tabuleta, lê-la e recuar imediatamente? Cavalgar a mota na mecha e visitar arribas distantes que não tenham avisos destes?


NÃO APROXIMAR DO NOT APPROACH


Caso encerrado. Afastem-se já!
Porque as rochas engolem turistas e eleitores ao pequeno almoço.


Maria João


(*) Feynman - The Pleasure of Finding Things Out


Monday, September 7, 2009

Postais do Sonho - Nomes




























Porto, Douro e Gaia
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Donna Maria - Vinho do Porto (Veja Vídeo)







A terra traçada de sombras
calor nas barrocas de névoa
                                                repletas de nomes
Em baixo domínios de água
no meio a chapa do sol
                                                por cima d’outros nomes
Corpos estirados no ar
avançam passos p’la noite
                                                descem num rio de nomes
Não deu p’ró rapaz mergulhar
nem p’rá gaivota poisar
                                                sorveram todos os nomes


Maria João


Monday, August 31, 2009

Postais do Sonho - Amigos




























[All photographs © by M. João: all rights reserved]
James Taylor - You've Got A Friend (Veja Vídeo)







Cabos colhidos com chicotes livres
Para não ficarem enrascados


Anjos protectores de todas as manobras
Arrumados e nunca jogados pelo chão
Vigiam enrolados em aduchas
“Winter spring summer or fall”


Tensos como cordas de guitarra
Guardam melodias em nós ensaiados
Num só gesto soltos como pássaros
Volteiam e regressam ao lugar


Como parceiros cúmplices
E amigos dedicados


Maria João


Tuesday, August 25, 2009

Postais do Sonho - Pelo




















[All photographs © by M. João: all rights reserved]
Elkie Brooks - Nights In White Satin (Veja Vídeo)






 

“Nights In White Satin…”, canta a bela Elkie.
Em pele viva,
resvala para um solo atapetado de pétalas e aromas almiscarados.


“Beauty had always been… Just what the truth is…”, entoa a rouca Elkie.
Translúcida, quase opaca,
a orquestra leva-a aos píncaros do êxtase,
em pelo de animal esfolado.


“I can’t say anymore…”, rosna a tremenda Elkie…
E gorjeia,
estrebucha,
soçobra.


Maria João


Monday, August 17, 2009

Postais do Sonho - Bem Vindos

























Sintra, Belmonte e Serra da Estrela - Portugal
[All photographs © by M. João: all rights reserved]
Andrea Bocelli - Canto Della Terra






 

‘Bem-Vindos à Freguesia de Colares’, lê-se na curva da estrada.
Estou quase a chegar…
Sonho com outro Verão de sombra, pinhal, calor e mar.
Há outras serras maiores, com mais queijos, mais pastores.
De norte a sul, há outros tipos de arvoredo e muitos outros mares e açudes.
Tantos outros trilhos para caminhadas, escaladas e BTT.
Dezenas de feiras, arraiais e procissões, por tudo o que é vila e aldeia e para todos os gostos e crenças.


Mas apraz-me este lugar em especial. Sempre por aqui andei no Verão.
Desde que me extasiei pela primeira vez na sombra das matas e no brilho do mar.
É aqui que quero estar quando venderem as rifas, servirem as febras e rebentarem os foguetes.
Já cheguei!


Maria João