| O último dia do ano Não é o último dia do tempo. Outros dias virão E novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida. Beijarás bocas, rasgarás papéis, Farás viagens e tantas celebrações De aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia E coral, Que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor, O último dia do tempo Recebe com simplicidade este presente do acaso. Teu pai morreu, teu avô também. O recurso de se embriagar. Surge a manhã de um novo ano. As coisas estão limpas, ordenadas. Carlos Drummond de Andrade |
Rui Amaral Mendes, aqui e no Frágil |
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Thursday, December 31, 2009
O último dia
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»» POESIA,
* RETALHOS,
Carlos Drummond de Andrade
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